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terça-feira, 9 de junho de 2026

'É só um violino, não tem nome!" (DG)

“𝘔𝘢𝘳𝘪𝘢𝘯𝘯𝘦 𝘜𝘣𝘢𝘭𝘦𝘩𝘵: 𝘈𝘭𝘨𝘶𝘯𝘴 𝘮𝘶́𝘴𝘪𝘤𝘰𝘴 𝘥𝘢̃𝘰 𝘯𝘰𝘮𝘦𝘴 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰𝘴 𝘪𝘯𝘴𝘵𝘳𝘶𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰𝘴 𝘥𝘦𝘭𝘦𝘴, 𝘵𝘦𝘮 𝘶𝘮 𝘯𝘰𝘮𝘦 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰 𝘴𝘦𝘶?

𝘋𝘎: 𝘕𝘢̃𝘰 𝘵𝘦𝘯𝘩𝘰.

𝘔𝘢𝘳𝘪𝘢𝘯𝘯𝘦 𝘜𝘣𝘢𝘭𝘦𝘩𝘵: 𝘕𝘢̃𝘰? 𝘗𝘰𝘳 𝘲𝘶𝘦 𝘯𝘢̃𝘰?

𝘋𝘎: 𝘌́ 𝘴𝘰́ 𝘶𝘮 𝘷𝘪𝘰𝘭𝘪𝘯𝘰.

𝘔𝘢𝘳𝘪𝘢𝘯𝘯𝘦 𝘜𝘣𝘢𝘭𝘦𝘩𝘵: 𝘔𝘢𝘴 𝘷𝘰𝘤𝘦̂ 𝘱𝘢𝘴𝘴𝘢 𝘮𝘶𝘪𝘵𝘰 𝘵𝘦𝘮𝘱𝘰 𝘤𝘰𝘮 𝘦𝘭𝘦, 𝘱𝘰𝘳 𝘲𝘶𝘦 𝘷𝘰𝘤𝘦̂ 𝘯𝘢̃𝘰 𝘵𝘦𝘮 𝘶𝘮 𝘯𝘰𝘮𝘦 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘦𝘭𝘦?

𝘋𝘎: 𝘗𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘦𝘶 𝘮𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘪𝘥𝘦𝘳𝘰 𝘴𝘢̃𝘰!”

Ora, o nome é primeira marca que se dá a todo ser humano. É uma palavra e, como tal, traz consigo uma série de significados e uma longa cadeia de associações. E o ser humano nomeado, nomeia tudo o que existe no mundo: pessoas, animais, plantas, objetos, ruas, cidades, países, nada escapa, porque 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗲́ 𝗻𝗼𝗺𝗲𝗮𝗱𝗼 𝗻𝗮̃𝗼 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗲.

O fato é que gostamos de nomear tudo do nosso modo, principalmente aquilo que consideramos nosso, seja um objeto ou um animal ou uma planta, não importa. Dar um nome a alguma coisa equivale a lhe dar um lugar significativo dentro do nosso mundo particular; colocamos alguma coisa de nossa própria alma no destinatário do nome que escolhemos e lhe conferimos ao mesmo tempo uma identidade própria e singular. Nós o batizamos, o tiramos do limbo, o trazemos para a luz, para um lugar especial em nossa vida!

Isto é que o fazemos inconscientemente quando nomeamos aquilo que nos pertence, que cuidamos, que consideramos como um parceiro, um amigo, aquilo que amamos e que retribui nos servindo. Quase todas as pessoas fazem isso; alguém tem uma motocicleta que se chama “Poderosa”, outro tem um ursinho nomeado ”Martin” ou "Josef" e vai por aí... quando falamos de violinos então, os nomes são os mais diversos possíveis: "Messias", "Bela Adormecida", "Lady Blunt", "Viotti", "Lipinski", "Vieuxtemps", "Khevenhuller", "Il Cannone", "Gould", "Francesca", "Antonius", "Molitor", "Piccolo" “Príncipe Doria” e muitos outros interessantíssimos.

Entretanto, mesmo inconscientemente DG nomeia seus violinos, uma vez que quando se refere a algum deles, o trata pelo nome do luthier que o criou e ainda lhes concede uma adjetivo: “𝘮𝘦𝘶 𝘣𝘦𝘭𝘰 𝘚𝘵𝘳𝘢𝘥𝘪𝘷𝘢𝘳𝘪𝘶𝘴” e meu “𝘢𝘮𝘢𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘦𝘴𝘴𝘦𝘯𝘥𝘢”! Se isso não é nomear...

𝗣𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗼𝗺𝗼𝘀 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗶𝗻𝘀𝗮𝗻𝗼𝘀!!!

Fonte: Entrevista Koonika/18/10/2017
https://kroonika.delfi.ee/news/muusika/publiku-video-rokkstaarist-viiuligeenius-david-garrett-mu-viiulil-pole-nime-sest-ma-pole-hullumeelne?id=79867188
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