𝘿𝙤𝙞𝙨 𝙢𝙪𝙣𝙙𝙤𝙨, 𝙪𝙢 𝙞𝙣𝙨𝙩𝙧𝙪𝙢𝙚𝙣𝙩𝙤. 𝘿𝙖𝙫𝙞𝙙 𝙂𝙖𝙧𝙧𝙚𝙩𝙩 𝙩𝙧𝙖𝙣𝙨𝙛𝙤𝙧𝙢𝙤𝙪 𝙖 𝙛𝙤𝙧𝙢𝙖 𝙘𝙤𝙢𝙤 𝙤𝙪𝙫𝙞𝙢𝙤𝙨 𝙤 𝙫𝙞𝙤𝙡𝙞𝙣𝙤, 𝙪𝙣𝙞𝙣𝙙𝙤 𝙖 𝙩𝙚́𝙘𝙣𝙞𝙘𝙖 𝙞𝙢𝙥𝙚𝙘𝙖́𝙫𝙚𝙡 𝙙𝙖 𝙢𝙪́𝙨𝙞𝙘𝙖 𝙘𝙡𝙖́𝙨𝙨𝙞𝙘𝙖 𝙖̀ 𝙚𝙣𝙚𝙧𝙜𝙞𝙖 𝙥𝙪𝙧𝙖 𝙙𝙤 𝙧𝙤𝙘𝙠.
Aos 45 anos, David Garrett já viveu o equivalente a duas carreiras distintas. A primeira começou precocemente aos 13 anos, quando assinou com o prestigiado selo alemão Deutsche Grammophon. Naquela época, gravando de Mozart aos complexos Caprichos de Paganini, ele seguia o figurino esperado de um jovem prodígio clássico: apresentações impecáveis, comportamento discreto e concertos com as maiores orquestras do mundo. Essa fase durou até os seus 17 anos, quando ele decidiu arriscar tudo para estudar na Juilliard, em Nova York.
Aos 23 anos, o mundo conheceu a sua segunda faceta. O violinista clássico deu lugar ao "rockstar" do violino, deixando para trás a imagem comportada para revelar um jovem de longos cabelos loiros, jeans, coturnos e tatuagens — pronto para subir ao palco como se fizesse parte de uma banda de heavy metal.
Hoje, os grandes teatros continuam lotados, mas as arenas tornaram-se pequenas para o exército de fãs que acompanha DG. O público busca o frisson de ouvir, em um mesmo espetáculo, a sofisticação de 𝗕𝗲𝗲𝘁𝗵𝗼𝘃𝗲𝗻 𝗲 𝗧𝗰𝗵𝗮𝗶𝗸𝗼𝘃𝘀𝗸𝘆 misturada à energia explosiva de 𝗠𝗲𝘁𝗮𝗹𝗹𝗶𝗰𝗮, 𝗔𝗖/𝗗𝗖 e 𝗠𝗶𝗰𝗵𝗮𝗲𝗹 𝗝𝗮𝗰𝗸𝘀𝗼𝗻, além das melodias autorais que David compõe com maestria.
“𝘌𝘶 𝘯𝘶𝘯𝘤𝘢 𝘱𝘢𝘳𝘦𝘪 𝘥𝘦 𝘵𝘰𝘤𝘢𝘳 𝘮𝘶́𝘴𝘪𝘤𝘢 𝘤𝘭𝘢́𝘴𝘴𝘪𝘤𝘢”, diz ele, em um inglês fluente com sotaque nova-iorquino e raízes alemãs. “𝘔𝘢𝘴 𝘲𝘶𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘷𝘰𝘤𝘦̂ 𝘳𝘦𝘢𝘭𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘥𝘰𝘮𝘪𝘯𝘢 𝘰 𝘷𝘪𝘰𝘭𝘪𝘯𝘰, 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘦𝘨𝘶𝘦 𝘵𝘰𝘤𝘢𝘳 𝘰 𝘮𝘢𝘵𝘦𝘳𝘪𝘢𝘭 𝘵𝘦́𝘤𝘯𝘪𝘤𝘰 𝘥𝘦 𝘗𝘢𝘨𝘢𝘯𝘪𝘯𝘪 𝘰𝘶 𝘥𝘦 𝘲𝘶𝘢𝘭𝘲𝘶𝘦𝘳 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰 𝘦 𝘱𝘰𝘥𝘦, 𝘭𝘪𝘵𝘦𝘳𝘢𝘭𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦, 𝘧𝘢𝘻𝘦𝘳 𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘲𝘶𝘪𝘴𝘦𝘳. 𝘌́ 𝘢𝘱𝘦𝘯𝘢𝘴 𝘶𝘮𝘢 𝘲𝘶𝘦𝘴𝘵𝘢̃𝘰 𝘥𝘦 𝘴𝘢𝘣𝘦𝘳 𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘷𝘰𝘤𝘦̂ 𝘳𝘦𝘢𝘭𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘲𝘶𝘦𝘳 𝘧𝘢𝘻𝘦𝘳 𝘤𝘰𝘮 𝘢 𝘮𝘶́𝘴𝘪𝘤𝘢.”
𝗤𝘂𝗮𝗹 𝘀𝘂𝗮 𝗳𝗮𝘀𝗲 𝗳𝗮𝘃𝗼𝗿𝗶𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗮𝘃𝗶𝗱? 🤘 𝗰𝗹𝗮́𝘀𝘀𝗶𝗰𝗮 𝗼𝘂 𝗰𝗿𝗼𝘀𝘀𝗼𝘃𝗲𝗿
Fonte: The Telegraph/ Adam Sweeting
Imagens originais sem crédito


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