As luzes do seu loft brilhavam com o calor dos sorrisos amigos e familiares ali reunidos. O som das risadas e o tilintar dos copos preenchiam o ambiente, mas para O Violinista, havia um chamado mais sutil vindo lá de fora. Ele não buscava escapar do afeto, apenas precisava do silêncio para conseguir ouvir a própria alma.
Com o seu violino protegido, ele trocou o aconchego da reunião pelo ar cortante de inverno. Caminhou poucas quadras até o parque público. Por conta do inverno inclemente, o lugar era uma tela em branco e solitária, decorada apenas pelos flocos de neve que esvoaçavam pelo ar.
Ali, sob o céu da cidade que parecia prender a respiração, ele posicionou o violino no ombro. O primeiro toque do arco nas cordas não foi um lamento, mas uma celebração vibrante. A música fluiu com uma energia que parecia aquecer o metal frio das luminárias e conversar com as estrelas que surgiam, timidamente, entre os prédios.
Seus únicos ouvintes eram os esquilos curiosos, as árvores nuas e alguns corajosos que, atraídos pela melodia mística, paravam à distância. Através de seus cachecóis, esses estranhos sorriam, agradecidos por aquele presente inesperado.
Naquela véspera de Natal, O Violinista não tocou para grandes plateias ou sob os holofotes de um palco famoso. Ele tocou para o vento, para a cidade e para si mesmo. Ao abaixar o arco, sentiu que o verdadeiro espírito do Natal não estava no barulho das celebrações, mas na vibração perfeita de uma nota que encontra o silêncio — e faz dele o seu lar. ✨
"Que neste Natal possamos, assim como O Violinista, encontrar a nossa própria melodia no silêncio do coração. Feliz Natal a todos os que buscam a beleza nas pequenas coisas! 🎄🤍"
📎 𝗣.𝗦.: “O Violinista” não é David Garrett. Este conto é uma criação literária. É um exercício de imaginação inspirado na época festiva do Natal, uma homenagem à música que sai da alma e preenche todos os espaços levando alegria e esperança.
𝗙𝗘𝗟𝗜𝗭 𝗡𝗔𝗧𝗔𝗟! ❤️🎻

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