Resumo do texto de Josh Spero/Financial Times
“Devem ter sido as 50 libras esterlinas mais bem gastas da história. Exatamente 200 anos atrás, a Royal Philharmonic Society britânica encomendou a “Nona Sinfonia” de Beethoven, um trabalho que inaugurou esse formato. A sinfonia vem sendo tocada desde então.
Agora, como no tempo de Beethoven, a música erudita é uma ilustração perfeita da economia dos concertos; os compositores vivem na dependência de patronos inconstantes e dos trabalhos que eles lhes encomendam. Mas a paisagem em que eles operam hoje não poderia ser mais diferente.
Embora a música clássica seja de muitas maneiras uma cena vibrante, ela geralmente ocupa as margens da cultura contemporânea, tanto que representou apenas 53 milhões do total de 1 bilhão de horas de rádio ouvidas pelos britânicos no último trimestre.
Com verbas reduzidas, as escolas estão cortando a música de seus currículos. E, enquanto Beethoven conta com 2,5 milhões de ouvintes mensais no serviço de streaming Spotify, Katy Perry tem 22 milhões.
A maneira principal de ganhar a vida nesse mundo é por meio de encomendas de obras por parte de orquestras, festivais, emissoras ou (ocasionalmente) indivíduos particulares. Com a exceção dos compositores mais famosos, entretanto, os honorários são baixíssimos.
“Uma canção pop pode levar uma tarde para ser escrita. Uma sinfonia leva vários anos e talvez só seja apresentada uma única vez. A remuneração paga por esse trabalho não deveria ser igual”, nem substimada! argumenta Sally Cavender, da editora Faber Music.
Fonte: Financial Times
Imagem: Tamari Tamo/Lançamento “One World” 2023
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