A solidão acompanhava o Violinista em viagens, ensaios e noites silenciosas. Mas não era ausência: era espaço de encontro consigo mesmo, território íntimo onde o silêncio se tornava matéria-prima da criação.
Ali, o violino se transformava em confidente, e cada nota era uma conversa secreta, um desabafo que não precisava de palavras. O público via apenas o brilho dos concertos, sem imaginar as madrugadas em que o músico se perdia em sons e pensamentos, buscando no arco respostas que não encontrava em outro lugar.
Era nesse recolhimento solitário que surgiam as melodias mais autênticas, aquelas que carregavam sua essência, sua vulnerabilidade e sua verdade. A solidão não era vazio, mas fonte: nela, o Violinista descobria que a música podia ser também companhia.
E ao terminar mais uma longa noite, com o coração aquietado pelo diálogo invisível, dizia a si mesmo: 𝗘𝘀 𝗧𝘂 𝗡𝗼𝘁𝗮. Porque sabia que sua essência não era solitária, ela desfrutava de 𝘴𝘰𝘭𝘪𝘵𝘶𝘥𝘦 aquele encontro único consigo mesmo através da música!
📎 P.S.: Esta consideração é um exercício de imaginação literária. Não é real, nem foi escrita por David Garrett. É uma homenagem poética à sua trajetória, inspirada por sua experiência, mas criada como ficção.
Imagem: Kare Design

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