Você já reparou como 𝗗𝗮𝘃𝗶𝗱 𝗚𝗮𝗿𝗿𝗲𝘁𝘁 parece entrar em transe ao tocar certas melodias? Isso não é apenas interpretação artística; é pura biologia. Para o cérebro humano, a combinação estratégica das notas musicais é capaz de gerar efeitos extraordinários no corpo.
Quando o violinista executa acordes em uma sequência especial, nosso organismo reage instantaneamente: o coração acelera, as palmas das mãos transpiram e os pelos se arrepiam. Essa sensação avassaladora, que pode incluir tremores e um "frio na espinha", tem nome científico: 𝗳𝗿𝗶𝘀𝘀𝗼𝗻 𝗺𝘂𝘀𝗶𝗰𝗮𝗹 — também conhecido por alguns pesquisadores como "orgasmo de pele".
𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗮𝘂𝘀𝗮 𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗲𝘅𝗽𝗹𝗼𝘀𝗮̃𝗼 𝘀𝗲𝗻𝘀𝗼𝗿𝗶𝗮𝗹?
Estudos mostram que o nosso cérebro é fisgado por elementos que David domina com maestria em seus arranjos:
• 𝗠𝘂𝗱𝗮𝗻𝗰̧𝗮𝘀 𝗛𝗮𝗿𝗺𝗼̂𝗻𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗥𝗲𝗽𝗲𝗻𝘁𝗶𝗻𝗮𝘀: Transições que surpreendem o ouvido.
• 𝗦𝗮𝗹𝘁𝗼𝘀 𝗗𝗶𝗻𝗮̂𝗺𝗶𝗰𝗼𝘀: A oscilação entre o volume baixíssimo e a potência máxima do violino.
• 𝗔𝗽𝗽𝗼𝗴𝗴𝗶𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮𝘀: Aquelas notas dissonantes que "conflitam" com a melodia principal antes de encontrarem uma resolução repousante.
Quando o músico equilibra o familiar e o incomum, ele estimula nossas expectativas e usa prelúdios imprevisíveis para provocar o centro de prazer do cérebro. A resposta neuroquímica é semelhante à que temos no sexo ou ao saborear nossa comida favorita, o que explica por que certas músicas de Garrett tornam-se tão 𝘃𝗶𝗰𝗶𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀.
Embora seja uma sensação passageira, o frisson musical é uma ferramenta extraordinária para nos inebriar e lidar com os desafios do cotidiano através da arte.
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