Há escolhas na vida que desafiam a lógica, mas que fazem todo o sentido para o coração. Lucas Pinheiro Braathen acaba de conquistar a medalha de ouro no Slalom Gigante nas Olimpíadas de Inverno, mas sua maior vitória não foi cronometrada.
Nascido entre dois mundos, o atleta brasileiro-norueguês defendia a Noruega, uma potência absoluta nos esportes de neve. No entanto, após uma trajetória de grandes vitórias e dissabores, Lucas tomou uma decisão audaciosa: trocou a estrutura impecável e rica do comitê norueguês pela incerteza — e pela paixão — do Brasil.
Sair de um sistema tradicional para representar um país sem tradição no gelo foi como um músico clássico que decide seguir carreira solo em um gênero totalmente novo. Sem os recursos de outrora, mas com o apoio de seus patrocinadores e a responsabilidade de carregar 220 milhões de corações orgulhosos, ele montou sua própria estrutura de treino e lutou contra as probabilidades.
Aos 24 anos, após quase se aposentar precocemente, Lucas foi "resgatado" para o esporte pela sua essência brasileira. Ele não apenas voltou; ele venceu. No topo do pódio, com o ouro no peito e as cores da nossa bandeira, ele selou sua jornada com uma frase que ecoa como um acorde perfeito: "Eu sou um esquiador brasileiro (...)."
Uma história que nos lembra — assim como a trajetória de David Garrett — que o talento técnico só alcança a perfeição quando é guiado pela coragem de ser quem se é.
𝗣𝗮𝗿𝗮𝗯𝗲́𝗻𝘀, 𝗟𝘂𝗰𝗮𝘀! 𝗢 𝗕𝗿𝗮𝘀𝗶𝗹 𝘃𝗶𝗯𝗿𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝘃𝗼𝗰𝗲̂. 

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P.S. Esta é a primeira medalha do Brasil na história das Olimpíadas de Inverno

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