Como eu disse, você conversou com todo mundo lá e ficou claro que os dançarinos sempre precisavam de alguém para fornecer a música para suas apresentações internas na escola. Claro, você também poderia tocr em fita, mas qual era o sentido de ter tantos bons músicos na mesma casa? Então eu estava lá. "Que tipo de música você quer?", perguntei e sugeri Bach, Mozart ou Mendelssohn. Sim, havia necessidade disso também. Mas às vezes diziam: “Faço dança contemporânea e sou um grande fã de Michael Jackson.” Ou de Led Zeppelin. Ou alguém dizia: "Eu tenho que dançar três peças, duas clássicas e uma moderna - você pode fazer isso?" Então, música pop no violino, jazz, talvez rock? Sim, porque não? Vamos ver se isso soa tão excitante no meu instrumento quanto no original.
Foi assim que começou. No meu tempo livre eu ia ao estúdio de dança, olhava a coreografia e ouvia a música e depois reescrevia a música para os quatro minutos necessários de dança no violino no ritmo exato, na batida exata. E mais tarde eu fiquei na frente de 30 ou 40 pessoas para essas pequenas apresentações de balé e toquei ao vivo música clássica, mas também Michael Jackson, Led Zeppelin e Gershwin. As reações foram surpreendentes: não só para os dançarinos, mas também para mim, pois, muitas vezes, fomos aplaudidos de pé! Ok, pensei, não era Brahms, não era Beethoven, mas “Sweet Child of Mine” do Guns n' Roses que não parece nada ruim no meu violino..."
Fonte/Imagem: Autobiografia “Se você Soubesse” - David Garrett/ Leo G. Linder – Cap.22 Um gosto de Crossover.
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